24 de setembro de 2011

9.

Procuro-te. Não sei se fujo, se me ressinto do tempo que não vivi. A casa está fechada e a porta continua com a mesma fresta ansiosa. Abandono-me à ideia de um Deus que escolhe do Seu altar quem não é mais preciso. Escolheu-te a ti… Que justiça esta, que faz o mar descer à terra, que resguarda silêncio no cimo da montanha e se desvenda na infinitude da planície. Sabes… pudera eu emudecer-me no olhar de um Deus que se esquece que manda.

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